De Família Corsi
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Vinci Corsi
Décimo Terceiro Marquês de San Pellegrinetto e Décimo Sexto de Caiazzo
Vinci Corsi
Marquês de San Pellegrinetto
Reinado 14 de julho de 2017 até o presente.
Predecessor Gislaine Corsi
Herdeiro Presuntivo Matheus Corsi
Marquês de Caiazzo
Reinado 14 de julho de 2017 até o presente.
Predecessor Gislaine Corsi
Herdeiro Presuntivo Matheus Corsi
 
Nascimento 14 de julho de 1997
  Ribeirão Preto
Nome completo Marcos Vinícius Ferreira Corsi
Nome de nascimento Marcos Vinícius Ferreira
Casa Corsi
Dinastia Corsi-Bonamici
Pai Roger Ferreira
Mãe Gislaine Corsi
Brasão


Marcos Vinícius Ferreira Corsi (Ribeirão Preto, 14 de julho de 1997), batizado Marcos Vinícius Ferreira e conhecido pela sua titulagem Vinci Corsi, é um advogado, escritor, cantor, compositor, patrocinador e representante diplomático ítalo-brasileiro radicado na cidade de Londres, décimo terceiro marquês de San Pellegrinetto e décimo sexto de Caiazzo e chefe do Marquesado em questão desde 14 de julho de 2017. [1]

Como cantor é pertencente a Digital Music desde 2020 [2], sendo o primeiro do seu nicho músical a fechar um contrato com a KondZilla e a lançar um videoclipe em suas plataformas no ano de 2021. [3] [4] [5] Em 2024 lançou um single em parceria com Gloria Groove, nomeado "Noites de Glória".

Como escritor, se inscreveu e foi indicado ao prêmio de incentivo à publicação literária em 2019, oficializado pela portaria nº 4 de 28 de novembro de 2019 realizada pelo Ministério da Cultura e Ministério da Cidadania do Governo Brasileiro. Em 2021 lançou seu primeiro livro em parceria com a editora de livros Uiclap, que nomeou "Náufragos do futuro: Ilhados", e, no ano seguinte, em 2022 escreveu "Corsi", um almanaque responsável por compilar todas as informações existentes no arquivo familiar da Família Corsi.[6]

Após a abdicação da sua mãe Gislaine Corsi, tornou-se também Cavaleiro de honra e devoção da Ordem de Malta, tendo, como chefe da família em questão, criado duas ordens honoríficas, a Ordem da Raposa e a Ordem do Leão Desenfreado, além da enciclopédia Família Corsi em 2023, responsável por publicar, popularizar, categorizar e sistematizar informações a respeito não só da própria família e do marquesado que regia, como de diversas família europeias, com enfoque naquelas italianas, tal como os Corsi. [7]

Em 15 de abril de 2016, após pesquisas realizadas pelo Museo Ideale Leonardo da Vinci, lideradas pelos historiadores Alessandro Vezzosi e Agnese Sabato, ficou constatada a ligação dos Corsi para com Leonardo da Vinci, e nomeou o até então diretor e cineasta Gianfranco Corsi Zeffirelli como um de seus descendentes vivos. Como consequência do reconhecimento de Gianfranco e da família Corsi como descendentes de Leonardo, Vinci Corsi, que até então era o expoente brasileiro mais conhecido do ramo brasileiro, foi pela mesma instituição nomeado primeiro brasileiro descendente de Leonardo da Vinci. [8] [9] [10]

Vida[editar]

Primeiros Anos[editar]

Nascido em Ribeirão Preto em 14 de julho de 1997, foi o filho primogênito de Roger Ferreira e da marquesa Gislaine Corsi. Foi batizado desta maneira em homenagem ao hexavô Marco Angiolo Corsi e ao octavô dele Marco Corsi, tendo sido Vinícius um complemento ao nome que foi o adotado para chamá-lo durante a infância pela família. Todos o reconheciam como Vinícius. [11]

Frequentou em toda sua formação acadêmica escolas públicas e foi inserido nas instituições de ensino desde muito jovem. Frequentou a creche reclusa Anjo Travesso, situada em Ribeirão Preto, até que atingisse idade suficiente para que fosse matriculado em uma escola de alfabetização Primária. [12]

Aos cinco anos de idade nasceu seu primeiro e único irmão Matheus Corsi, com quem foi muito apegado, e, nos primeiros anos escolares, foi matriculado na Escola Municipal de Educação Infantil Santa Terezinha, localizada no bairro Jardim Sumaré, em Ribeirão Preto. Lá estudou por dois anos até que atingisse idade suficiente para ingressar nos primeiros anos do ensino fundamental I, situação em que fora realocado para a Escola Estadual Doutor Meira Junior, na Vila Virgínia, também em Ribeirão Preto. Aos nove se mudou para a Escola Estadual Professor Alcides Corrêa, no Bairro Alto da Boa Vista, na mesma cidade, e lá estudou por toda sua jornada acadêmica até o ensino médio, findado em 2014 aos dezessete anos. [13]

Adolescência e início da vida adulta[editar]

Dos quinze aos dezesseis anos, por volta de 2013, ficou conhecido por seu trabalho voluntário no Arquivo Público e Histórico da cidade de Ribeirão Preto, onde se dedicou à manutenção de documentos históricos ali resguardados frente ao descaso do poder público para o mantimento e salvação dos mesmos. A principal função de Vinci enquanto voluntário era auxiliar parentes de falecidos que procuravam desesperados por familiares desaparecidos nos documentos e arquivos de sepultamento da cidade, guardados e arquivados em situação extremamente precária. Ele então era responsável por exercer essa pesquisa, e o que se encontrava, quando se encontrava, dava acalento aos aflitos e era um combustor para que o projeto seguisse, sendo uma peça essencial no período em que atuou junto ao arquivo. [14]

Formação Acadêmica[editar]

No ano em que iria concluir a graduação prestou o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) em 2014 e foi aprovado e convocado pela Universidade Federal do Pampa para cursar Direito na naquela instituição em 31 de julho de 2015 aos dezoito anos. No entanto, por questões de logística, recusou a primeira bolsa, e aceitou uma outra, também integral e para o curso de Direito na Universidade Paulista de Ribeirão Preto (UNIP), cidade em que morava com sua família. [15]

"Foi uma experiência que eu vou levar comigo por toda minha vida. Eu e meu tio íamos nas comunidades pegar o nome e ouvir a história e luta daquelas pessoas. Depois tínhamos que transformar tudo no papel e lutar para que não perdessem suas casas. Era uma responsabilidade muito grande para um jovem de 18 anos, mas isso nunca me abalou, pelo contrário, me fez crescer, e dali tive muitas conquistas, transformei a vida de muita gente."

—Vinci Corsi em uma entrevista para a plataforma Hashtag Informei em 2021.

Pouco após igressar na faculdade de direito escolhida, depois de uma breve passagem como escrevente no Terceiro Cartório de Registro Civil da cidade de Ribeirão Preto, em 2017 integrou o escritório de advocacia do seu tio-avô paterno e político Fernando Tremura como auxiliar jurídico. Juntamente dele, foram militantes na Frente de Luta por Moradia, atuando em questões que envolviam o assentamento e a urbanização de comunidades carentes na cidade de Ribeirão Preto. Ele atuou com o tio até se graduar, ocasião em que se tornou advogado aos 22 anos em 2019, trabalhando predominantemente todo esse tempo na área do Direito Civil, especialmente, mas não exclusivamente, nas áreas de adoção materna, adoção paterna, e causas sociais.[16]

Da ocorrência da morte do seu tio-avô em maio de 2021 por Covid-19, Vinci Corsi retomou a carreira jurídica, dando uma pausa nos projetos artísticos que tinha até então, o que foi apoiado por sua distribuidora Digital Music e pela editora, Uiclap, que publicava seus livros. [2] Na Inglaterra, em agosto do mesmo ano, Vinci participou do concurso da ONU para representar o Brasil frente à Organização Marítima Internacional que, até então, tinha sua sede em Londres. Na ocasião Vinci foi bem-sucedido e integrou a lista de espera da organização. Pouco depois, em 06 de julho de 2022, também integrou a lista de espera para trabalhar na Comissão Aeronáutica do Brasil na Europa (CABE). [6] [17] [18] [19] [20]

No início de 2023, ao visitar o Brasil, voltou a engajar-se no voluntariado ao patrocinar um time de voleibol na cidade de Ribeirão Preto, composto por jovens de baixa renda e de nome Pecci, sendo a única pessoa física de um grupo de investidores beneficentes. [21]

Cantor[editar]

Inspirado no gênero musical de Neosoul, R&b e Sad Songs, e em cantoras como Billie Eilish e Tate McRae, iniciou sua carreira músical em 2018. Filiou-se primeiramente ao produtor musical The Fox e com ele produziu um álbum de nove faixas para lançamento futuro, qual posteriormente ficaria conhecido como Elementum. [5] [22]

No início de 2018 lançou suas primeiras demo artísticas, sendo a primeira delas "Você" em 27 de outubro de 2018, uma composição de 2017 com letra intimista e que relatava as experiências traumáticas vividas pelo artista. Com crescimento pouco expressivo, pausou sua carreira por um tempo e retornou em 2020 determinado a tentar mais uma vez, remixando todas as demo artísticas que havia lançado no passado. [22]

Lançou seu primeiro álbum de estúdio de codinome "Elementum", composto por nove singles, em 30 de maio de 2020, e seu primeiro videoclipe "Sozinho Ainda Mais" em 16 de outubro do mesmo ano, sendo esses considerados os primeiros marcos da sua carreira, onde ganhou espaço em canais menores até que finalmente consolidasse seu próprio público. O álbum de estreia da carreira do cantor contou com músicas selecionadas dentre quase cem composições escritas por ele. [22] [5]

Com Elementum Vinci encerrou o ano de 2020 com mais de duzentos mil visualizações em um álbum de estreia e quase 5 milhões de visualizações em seus vídeos. A boa repercussão de seu álbum garantiu a Vinci um contrato de distribuição Musical com a Digital Music, mesma agenciadora à época de outro cantor do mesmo gênero musical, apelidado de Konai. [22] [5]

Pouco depois, em 26 de janeiro de 2021, foi o primeiro cantor brasileiro do gênero musical Sad Songs a fechar contrato com a KondZilla e ter um vídeoclipe veículado no maior canal de música do mundo. O videoclipe, entitulado como "Este Ar É Meu", foi o último lançamento de Vinci Corsi antes de encerrar o álbum Elementum, que havia sido lançado em maio do ano anterior. [4] [5]

Em 12 de abril de 2021 surgiu com o lançamento de "Saudade", um single inspirado nos falecidos de sua família que representava o luto e sua superação. No videoclipe, lançado no mesmo dia de disponibilização da música, foi inspirado na estética de Quioto, antiga capital japonesa, e reuniu elementos cominativos com as olimpíadas de Tóquio de 2021 que surgiria nos meses seguintes, fazendo referência, ainda, ao luto e aos efeitos trazidos pela pandemia do COVID-19 à época. Em apenas dois dias de lançamento o videoclipe contou com 40.000 mil visualizações no Youtube, sendo uma das melhores estreias de Vinci com um videoclipe nessa plataforma. [13]

Com a morte de seu tio-avô Fernando Tremura em maio do mesmo ano, Vinci anunciou uma breve pausa na carreira que durou seis meses e foi de encontro ao lançamento do single "Mais uma vez" em 28 de novembro de 2021. Para esse lançamento Vinci não contou com o apoio de grandes canais e baseou-se exclusivamente no crescimento orgânico do videoclipe, o que não deu muito certo e foi provavelmente um dos seus primeiros erros quanto ao planejamento para o lançamento de uma música. Mesmo assim a música integrou o currículo do Artista como sendo uma das canções do estilo "Sadsongs" mais engajadas pelo seu público na plataforma TikTok, um dos poucos lugares em que a canção ganhou espaço organicamente. [6] [17] [18] [19] [20]

Vinci passou, então, a atuar como promoter de eventos de grande porte em Londres, tendo trabalhado juntamente de Duda Picardo, e conhecido artistas de renome como Mc Hariel, Gloria Groove, Zeca Vaqueiro, Maiara e Maraísa, Whindersson Nunes e muitos outros. O contato como promoter permitiu a ele avaliar melhor sua carreira e refinar seu trabalho, onde organizou-se para o lançamento de mais um álbum de estúdio, que nomeou "Ciclos" e lançou em 01 de janeiro de 2023. [23]

O álbum contou com seis singles, dentre as quais estavam uma remasterização dos singles Saudade e Mais uma vez, além de quatro músicas inéditas: Voltar, Mesmo Lugar, Recomeçar e Roda Gigante. A estética se deu com temática voltada ao espaço e na capa do álbum era possível ver Vinci vestido de astronauta e de olhos fechados. Como havia sofrido uma internação em 2021 por decorrência da ansiedade crônica que sofria, muitas das letras deste álbum trataram sobre diferentes loopings, sendo uma repetição automática de ocorrências, o velho e conhecido andar em círculos. O álbum tratou sobre problemas de uma forma curativa e reparadora, mas também sobre diversos ângulos e perspectivas. [23]

Ciclos veio mais forte e mais maduro que Elementum, e definiu o perfil de artista que Vinci Corsi se tornaria e queria ser, e o público que queria chegar. E isso se refletiu em números positivos para ele, visto que, mesmo sem qualquer manejo de divulgação ou videoclipe, e parcerias, o álbum chegou a marca de mais de 100.000 ouvintes nas plataformas de streaming em apenas um mês do lançamento. [23]

Com as parcerias que galgou ao longo de sua carreira como promoter de eventos em Londres, na Inglaterra, conheceu Gloria Groove, com quem firmou parceria. Desenvolveram em conjunto o single que nomearam Noites de Glória, sendo esta a primeira parceria de Vinci Corsi com uma grande artista do mainstreaming. A música foi desenvolvida durante três meses, de setembro a novembro de 2023, e apresentada ao público em 02 de fevereiro de 2024, tenho uma excelente receptividade.

Escritor[editar]

Náufragos do Futuro: Ilhados[editar]

Em 2021, pouco após o lançamento do single e videoclipe "Saudade", Vinci Corsi anúnciou um novo projeto que estava desenvolvendo, sendo este o lançamento de um livro que vinha sendo escrito e esboçado desde 2013. Na ocasião, declarou que se trataria de uma distopia juvenil com enfoque em um mundo futurista construído em sua mente quando tinha apenas dezessete anos, tratando, dentre outros temas, acerca da poluição do meio-ambiente, destruição das faunas e floras e guerras de proporção mundial, prometendo o lançamento até a data de junho de 2021. [24]

No final de abril do mesmo ano lançou Náufragos do Futuro: Ilhados e em 06 de maio de 2021 já estava disponível em todas as plataformas de venda. A ideia inicial com Náufragos do Futuro era instigar e engajar o público jovem acerca de temas importantes como o aquecimento global de uma maneira leve, sem que achassem a ideia entediante. Foi a partir deste norte central que toda a história passou então a ser criada por Vinci que também era um adolescente à época. [24]

Foram adicionados à trama temas importantes da história brasileira como a imigração europeia, mas de uma maneira sutil que, apesar de ensinar e informar, era também elemento necessário para o desenvolvimento e compreensão dos personagens, o que instigava e cativava à imaginação sem que fosse algo cansativo. A obra passou então para a fase de publicação em diversas editoras durante o ano de 2017 e 2018, o que, no entanto, nunca concretizou pelo autor acreditar que o livro ainda podia ser melhorado. [24]

Durante o ano de 2019 surgiu a ideia da inclusão de artes mais elaboradas e de consonância com a história, momento em que Vinci apresentou o projeto ao ilustrador Gustavo Alves, conhecido como Gust421, que adorou o projeto e desenvolveu a capa usada embasado na cena de naufrágio ocorrida em um dos capítulos do livro. Para as artes da lombada e contracapa tratou o próprio Vinci Corsi de fazê-las, colocando de maneira artística elementos da história escondidos em cada desenho, propositadamente elaborados para que só conseguissem decifrar aqueles que de fato engajaram e concluíram a leitura da obra, causando por consequente certa nostalgia. [24]

Como consequência, no mesmo ano de 2019, o trabalho de Vinci Corsi que já estava registrado na Biblioteca Nacional, foi indicado ao prêmio de incentivo à publicação literária, oficializado pela portaria nº 4, de 28 de novembro de 2019 realizada pelo Ministério da Cultura e Cidadania do Governo Brasileiro, de modo que o incentivasse ao desenvolvimento e conclusão do livro e o publicasse, por sua qualidade e valor literário. [24]

As artes ficaram completamente prontas em 2021, momento em que Vinci Corsi dedicou-se, mais uma vez, a reedição e correção do conteúdo, julgando-o completo para publicação em 2021, ocasião em que decidiu publicar Náufragos do Futuro: Ilhados com a editora UICLAP em 06 de maio de 2021. [24]

A obra que se passa em um mundo futurista, foi sondada e uma das candidatas aos prêmios literários Jabuti de 2022, mas não logrou êxito em cumular qualquer indicação, embora tenha sido inscrita pela editora Uiclap. [24]

Corsi[editar]

No final de 2021 e no seguinte que se sucedeu 2022, dedicou-se a confecção de um almanaque familiar histórico, sistematizado e racionalizado, incluindo, além das suas anotações em quase quatorze anos de pesquisas, o trabalho referenciado de mais de cem escritores históricos póstumos e atuais que em suas obras dedicaram ao menos em um parágrafo a abordarem sobre o sobrenome e a origem dos "Corsi" antes que tornassem um sobrenome familiar, narrando sua história e ancestralidade desde sua origem remota até sua dispersão pela Itália e em todo o restante do mundo até a atualidade, apresentando alguns de seus ancestrais e descendentes comuns e sua importância e relevância histórica para a humanidade. [25]

"Foram quatorze anos e ainda me pergunto como aguentei tanto tempo. Pesquisa é, em si, um ato de amor: senão pelo passado, pela história e pelo que a humanidade foi um dia. É o ato de preservar que se manifesta no mais puro sentimento, inerente a todas as pessoas, que advém do medo da morte, que esta, por sinal, não é física. É medo de um alzheimer intelectual: e se as memórias simplesmente forem esquecidas? E se não houver mais ninguém para se lembrar? É por isso que eu respeitosamente acho que alguns indivíduos são escolhidos ao acaso perante milhares de pessoas para manter a sociedade operante, e, como um ser vivo, também suas memórias, carregando-as como um fardo, mas também uma dádiva. E, não me entendam mal, mas ao que me refiro em “aguentar” é não mais que as partes positivas, mas, como em qualquer outra coisa, o peso da bagagem. Não que eu não ame o que eu faço, é que a tarefa é muito exaustiva qual finalidade não parece ter um retorno aparente e momentâneo como em qualquer outra atividade, já que os frutos o historiador só colhe gerações a frente quando já se é centenário: e convenhamos que ninguém vive, ainda, mais que dois séculos."

— Vinci Corsi no breve capítulo "Agradecimentos[26]

De maneira mais objetiva e destacada, Vinci Corsi se baseou para a realização do projeto, além dos supracitados, nas pesquisas de Luigi Passerini (1815-1877), genealogista, historiador e diretor da Biblioteca Nacional da cidade de Florença entre 1871 a 1874, e que, pouco antes de falecer, vinculou sua própria biblioteca ao Instituto, composta por 2.267 obras em 4.438 volumes, 2.640 panfletos e cerca de 250 manuscritos, sendo os últimos fonte essencial para a prosopografia das antigas e nobres famílias toscanas. [27]

Também, nas pesquisas financiadas pela americana Delpha Jeannette Sandersons Kennington e realizada pela Sociedade Genealógica da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias no final da década de 1950 e ínicio de 1960, que visou catalogar registros da província de Lucca e Corséga (Corsica), dentre as quais esteve a cidade extinta de San Pellegrinetto, publicada e amplamente divulgada posteriormente em 2013 pela americana Cleone Barrus através do website genealógico Family Search. [28]

Nos Arquivos de Estado das Províncias de Florença, Lucca, Modena e da Região da Toscana, promovida pelo Ministério da Cultura da Itália, DGA e ICAR, e disponibilizada pelo Portal Antenati, dedicado à pesquisa genealógica e história da família, disponibilizando para acesso gratuíto o enorme patrimônio documental de interesse pessoal e genealógico – sendo, em particular, documentos de estado civil, listas de alistamento militar e matrículas imobiliárias – Preservadas nos Arquivos de Estado de toda Itália e essenciais para a realização de pesquisas sobre história familiar e individual, bem como de grande relevância para pesquisas históricas, genealógicas, demográficas e sociais. [29]

E no projeto “Catasto” de David Herlihy e Christiane Klapisch-Zuber, principais investigadores do Censo e Pesquisa de Propriedade dos Domínios Florentinos na Província da Toscana entre 1427-1480 e do banco de dados com 165.000 registros com informações sobre os títulares de cargos da República Florentina durante seus 250 anos de história de 1282 a 1532. Desenvolvida inicialmente pelo professor David Herlihy das Universidades de Harvard e Brown, e depois da sua morte, em 1991, completada sob a direção dos professores R. Burr Litchfield e Anthony Molho da Universidade de Brown, ambos do departamento de História, com o apoio de Geoffrey Bilder do Brown Scholary Technology Group, e em consulta com Maurice e Patricia Herlihy, bem como o serviço de biblioteca de dados e programas da Universidade de Wisconsin e o próprio Archivio di Stato di Firenze (supramencionado), além do National Endowment for the Humanities, Division of Preservation and Access, e o centro de computação e serviços de informação da Brown University e do Grupo de Tecnologia Acadêmica, com acréscimo da edição do “Tre Maggiori”, eleições da guilda e registros de nascimento. [30]

O trabalho foi extremamente minucioso, desafiador e desgastante para a saúde de Vinci Corsi, e tomou dele quase um ano para sua conclusão e publicação que se deu em 23 de agosto de 2022 com um trabalho de quase 900 páginas. Depois de concluído, concretizou-se como um dos trabalhos mais magnificos e esquematizados da carreira dele, e o Almanaque, em si, tornou-se fonte de estudo universitário a respeito das famílias nobres florentinas, romanas e daqueles povos que descenderam da etnia Lígure. [31]

Ascensão[editar]

Em 15 de abril de 2016, após pesquisas realizadas pelo Museo Ideale Leonardo da Vinci, lideradas pelos historiadores Alessandro Vezzosi e Agnese Sabato, ficou constatada a ligação dos Corsi para com Leonardo da Vinci, e nomeou o até então diretor e cineasta Gianfranco Corsi Zeffirelli como um de seus descendentes vivos. Como consequência do reconhecimento de Gianfranco e da família Corsi como descendentes de Leonardo, Vinci Corsi, que até então era o expoente brasileiro mais conhecido do ramo brasileiro, foi pela mesma instituição nomeado primeiro brasileiro descendente de Leonardo da Vinci. [8] [32] [10]

Após esta nomeação, no seu aniversário de vinte anos, em 14 de julho de 2017, tornou-se marquês por vontade e abdicação de sua mãe Gislaine Corsi, que via no filho um amor e dedicação inigualáveis e nunca antes vistas para com a família e para com o marquesado familiar. Vinci Corsi, de fato, debruçou e se destacou, acima de qualquer outro, na dedicação e perpetuação familiar, focando na popularização da história familiar e das contribuições significativas prestadas pelos seus ancestrais ao longo de uma jornada quase milenar de prestações de serviço para a sociedade, não só aristrocática, como geral dos lugares onde se estabeleceram. [23]

No seio familiar, organizou em 2018 um encontro com Maria Aparecida Corsi em celebração ao seu aniversário de oitenta e cinco anos, e, em 2022, com Geraldo Corsi em celebração aos seus noventa anos, pouco antes do falecimento dele. Vinci foi, em suma, dedicado a proteção familiar e a sua valoração, também, interna. Buscou levar o conhecimento que detinha, informar, e acolher todos aqueles a sua volta, sendo conhecido por sua acessibilidade e a humildade com que sempre tratava todos, fruto da sua empatia e do tempo dedicado ao voluntariado. [23]

No final de 2021 e no seguinte que se sucedeu 2022, dedicou-se a confecção de um almanaque familiar histórico, sistematizado e racionalizado, incluindo, além das suas anotações em quase quatorze anos de pesquisas, o trabalho referenciado de mais de cem escritores históricos póstumos e atuais que em suas obras dedicaram ao menos em um parágrafo a abordarem sobre o sobrenome e a origem dos "Corsi". O trabalho foi extremamente minucioso, desafiador e desgastante para a saúde de Vinci Corsi, e tomou dele quase um ano para sua conclusão e publicação que se deu em 23 de agosto de 2022 com um trabalho de quase 900 páginas. [23]

Em 20 de julho de 2022 criou a Ordem da Raposa em decorrência do falecimento de Geraldo Corsi aos noventa anos e meses depois, em 18 de agosto de 2022, criou a Ordem do Leão Desenfreado em decorrência da conquista do irmão dele Matheus Corsi, que havia conseguido galgar e conquistar bolsa integral para o curso de medicina na University of Hull em Londres. A primeira ordem honorífica visou prestigiar e premiar indivíduos sábios e gentis, meritórios, que atingiram e passaram dos setenta anos de vida e a segunda gratificar e honrar indivíduos que, independente da nacionalidade e da sua idade, galgaram qualquer conquista pessoal de grande relevância familiar ou que os colocaram em posição de destaque em algo.

Em 29 de junho de 2023, em parceria com a organização sem fins lucrativos Miraheze, criou a enciclopédia Família Corsi em 2023, que se tornou responsável por publicar, popularizar, categorizar e sistematizar informações a respeito não só da própria família e do marquesado que estava regendo, como de diversas família europeias, com enfoque naquelas italianas, tal como os Corsi. O website oficial desta enciclopédia, tornou-se, também e aos poucos, o site oficial usado pela família para comunicar acerca do marquesado e postar suas atualizações. [23]

Obras[editar]

  • Corsi, Vinci. "Náufragos do Futuro: Ilhados" - 342 páginas, Editora UICLAP, Londres, 06 de maio de 2021, ISBN: 978-65-00-22194-7.
  • Corsi, Vinci. "Corsi" - 834 páginas, Editora UICLAP, Ribeirão Preto, 23 de agosto de 2022, ISBN: 978-65-00-51077-5.

Discografia[editar]

Prêmios e Indicações[editar]

Ano Prêmio Categoria Indicação Resultado Ref.
2019 Prêmio de Incentivo à públicação literária, 200 anos de independência - 2ª Edição Melhores Livros Náufragos do Futuro: Ilhados de Vinci Corsi Indicado [6]

Filmografia[editar]

Televisão[editar]

Título Ano Cargo / Personagem Notas
Tha com Tudo 17 de março de 2022 Si mesmo Entrevista
Visita na Record 22 de abril de 2023 Si mesmo Quadro: "Nossos Talentos" [33]

Títulos e Honrarias[editar]

Títulos[editar]

  • 14 de julho de 2017 - presente - Marquês de San Pellegrinetto
  • 14 de julho de 2017 - presente - Marquês de Caiazzo

Honrarias[editar]

Ancestrais[editar]

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
José Antônio Ferreira
 
 
 
 
 
 
 
João Ferreira
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Maria Francisca Matarazzo
 
 
 
 
 
 
 
João Carlos Ferreira
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Francisco Arantes
 
 
 
 
 
 
 
Odete Arantes
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Maria Bartoli
 
 
 
 
 
 
 
Roger Ferreira
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Amaro Àlvares Tremura
 
 
 
 
 
 
 
Fernando Àlvares Tremura
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Maria de' Favari
 
 
 
 
 
 
 
Maria Àlvares Tremura
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Joaquim Rodrigues de Sousa
 
 
 
 
 
 
 
Aparecida Conceição de Sousa
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Idalina Pereira da Conceição
 
 
 
 
 
 
 
Vinci Corsi
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Luiz Antônio Marciano
 
 
 
 
 
 
 
Alfredo Marciano
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Augusta Bernarda de Jesus
 
 
 
 
 
 
 
Almir Corsi
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pilade Corsi
 
 
 
 
 
 
 
Olga Corsi
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Maria Cella
 
 
 
 
 
 
 
Gislaine Corsi
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pietro Capalbo
 
 
 
 
 
 
 
Antonio Capalbo
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Angela de' Rizzo
 
 
 
 
 
 
 
Angela Maria Capalbo
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cipriano Francisco Fernandes
 
 
 
 
 
 
 
Durvalina Fernandes
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Angela Maria Honoria
 
 
 
 
 
 

Referências

Bibliografia[editar]

Fontes primárias[editar]

Fontes secundárias[editar]

Ligações Internas e Externas[editar]

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