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De Família Corsi
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Pietro Corsi
Nono Marquês de San Pellegrinetto e Décimo Segundo de Caiazzo
Pietro Corsi
Pietro Corsi por Giovanni Boldini
Marquês de San Pellegrinetto
Reinado 06 de outubro de 1891 até 10 de maio de 1921 (30 anos)
Predecessor Angiolo Corsi
Sucessor Pilade Corsi
Marquês de Caiazzo
Reinado 06 de outubro de 1891 até 10 de maio de 1921 (30 anos)
Predecessor Angiolo Corsi
Sucessor Pilade Corsi
 
Nascimento 01 de janeiro
  Pietrasanta
Morte 10 de maio (59 anos)
  Ribeirão Preto
Esposa Teresa Graziani
Descendência Stella Corsi
Iole Corsi
Enrico Corsi
Pilade Corsi
Irma Corsi
Manlio Corsi
Olga Corsi
Luigi Corsi
Casa Corsi
Dinastia Corsi-Bonamici
Pai Angiolo Corsi
Mãe Maria Anna Carolina Giovannini
Assinatura Assinatura de Pietro Corsi
Brasão

Pietro Corsi (Pietrasanta, 01 de janeiro de 1862 - Ribeirão Preto, 10 de maio de 1921) foi um político da República Velha, membro do Partido Republicano Paulista, responsável por integrar a comissão de novembro de 1900 que encarregou de reconstruir a igreja matriz de São Sebastião na cidade de Ribeirão Preto. [1] Foi também um colono, investidor e empresário conhecido por vender em 1903 uma empresa de "construções mecânicas com fundição" a Eugenio Oliveri, fundador da APIS. [2] [3] Não obstante, foi o nono Marquês de San Pellegrinetto e Décimo Segundo de Caiazzo, responsável por organizar e participar da comitiva que trouxe o Rei Alberto I da Bélgica para a cidade homônima em 15 de outubro de 1920. Ele administrou a família Corsi por trinta anos até a sua morte. [4]

Vida[editar]

Primeiros anos[editar]

Nascido em Pietrasanta em 01 de janeiro de 1862, foi o quinto de seis filhos do Marquês Angiolo Corsi e de Maria Anna Carolina Giovannini. Eventualmente, tornou-se o caçula quando a irmã mais nova e única mulher dos filhos de Angiolo, Alduina, faleceu aos onze anos em 07 de fevereiro de 1876. Após a morte dela, algo mudou e Angiolo tornou-se predestinado em fazer com que Pietro herdasse o marquesado familiar.

Em 1882, por exemplo, é Angiolo que aos cinquenta e quatro anos, e com prole exclusivamente masculina, muda as regras de herança do marquesado de San Pellegrinetto e Caiazzo, que antes era uma primogenitura agnática, para uma últimogenitura agnática. A tentativa de Angiolo era claramente beneficiar o filho mais novo em detrimento dos demais, mas não porque o amou mais, visto que, entusiasta como colono que foi ao longo da vida, queria preparar terreno para que suas ambições e do seu falecido pai Arcangiolo se concretizassem ainda que através das próximas gerações. Como os filhos mais velhos dele Oreste, Jacopo di Angiolo Corsi e Giuseppe já estavam casados, com filhos, e haviam perdido o interesse em imigrar, a saída de Angiolo foi repousar as esperanças nos mais novos, Lorenzo e Pietro, tudo isso motivado pela perda da filha caçula, que havia falecido anos antes.

Quando a mudança ocorreu, Pietro tornou-se aos vinte anos herdeiro presuntivo do seu pai e de todos os seus bens, o que claramente desagradou os filhos mais velhos, mas especialmente Oreste, que antes ocupava essa posição. Todavia, muito embora houvesse esse mal-estar, Pietro nunca foi prejudicado no relacionamento com os irmãos, que sempre o julgaram uma pessoa doce e amável.

Adolescência e início da vida adulta[editar]

A pressão que carregou desde criança foi suprimida com muito amor e dedicação pelo pai Angiolo para com Pietro e seus outros irmãos, que receberam um ensino de qualidade e uma vida onde nada lhes faltava. Pietro, por exemplo, teve aulas de piano e pôde se graduar em "Giurisprudenza" pela Universidade de Pisa.

Estimulado pelo pai, Pietro passa também a frequentar os ciclos sociais aristocráticos de Florença, e é onde conhece uma donzela chamada Teresa, pertencente a família Graziani. É sabido que Pietro se apaixona por sua voz, pois ela cantava, e eles se casam em 08 de dezembro de 1885 na cidade de Pietrasanta e iniciam a conjuntura de uma vida em casal.

Em 1890 Pietro que já era pai de quatro crianças e estava a caminho da quinta com a esposa grávida quando recebeu, finalmente, a autorização e o convite a emigrar, onde seriam recepcionados em uma fazenda chamada Emboaba, na cidade de Ribeirão Preto, interior do estado de São Paulo no Brasil. O pai dele, Angiolo, ainda estava vivo com sessenta e dois anos e pôde presenciar a concretização de suas ambições em vida. [5]

Foi então que se iniciaram os preparativos. Pietro que já tinha seus próprios imóveis, vendeu todos, e, quando o pai dele, Angiolo, faleceu no ano seguinte em 05 de outubro de 1891 na cidade de Pietrasanta, pleiteou uma autorização para que pudesse adiar um pouco mais a partida, o que lhe foi concedido. Em 1894 Pietro foi presenteado com uma pintura por Giovanni Boldini – que era amigo antigo da família – em comemoração à sua partida próxima, mas, também, em homenagem à memória e ao cumprimento dos desejos de seu pai Angiolo, que foi muito querido por ele.

Ascensão e últimos dias[editar]

Após a sepultura de Angiolo e a ascensão de Pietro como marquês, no início de 1896 se encaminha para Gênova com a família, de onde partiria o navio ao destino final. A mulher dele, Teresa, estava grávida e ele já era pai de seis, todos crianças nascidas em Pietrasanta. Pietro, Teresa, e os filhos permanecem hospedados em um hotel em Gênova até que pudessem partir e é, neste hotel, que a filha Olga nasce.

A família então as pressas embarca por volta de julho ou agosto de 1896 no Vapor Assiduità e é no caminho da tribulada viagem que a esposa Teresa tenta se recuperar do recente trabalho de parto. Eles chegam ao Brasil em 11 de setembro de 1896, exatamente no porto da cidade de Santos, litoral de São Paulo, situação em que repousaram por alguns dias na Hospedaria dos Imigrantes na capital de São Paulo, onde consta seu registro de estadia, até que pudessem seguir viagem. [6]

Partido Republicano Paulista (PRP) da cidade de Ribeirão Preto, da direita para a esquerda, o segundo individuo, segurando o palanque com as mãos, é o Marquês Pietro Corsi.

O estado de saúde de Teresa, no entanto, não parecia lograr melhora e permanecia doente. Ainda no final de 1896, chegaram à cidade de Ribeirão Preto, onde foram recepcionados na Fazenda Emboaba por João Emboaba da Costa. A esposa de Pietro, Teresa, falece em 11 de fevereiro de 1899 aos 37 anos ao dar a luz um menino, que apelidam Luigi Corsi. Na ocasião da morte a filha mais velha tinha quatorze e o mais novo zero dias, e foram todos criados por Pietro, que recusou a casar-se novamente e, desde então, os criou sozinho.

Sob a orientação do dito João Emboaba da Costa, que ainda hospedava Pietro e a família, e que parece por eles ter se afeiçoado talvez pela tragédia que os acometeu, inscreveu Pietro no Partido Republicano Paulista (PRP) da cidade de Ribeirão Preto em 1898, onde Pietro passou naquele tempo a se dedicar ao domínio da língua local e a adaptar-se a cultura. Aos poucos galgou seu espaço dentro do partido, sendo um dos poucos italianos da cidade a galgarem tal privilégio. Ele aparece, inclusive, em uma fotografia tirada com os líderes do partido. [7]

Um dos feitos de Pietro, que aparece sempre ao lado deste dito João Emboaba da Costa, foi integrar a comissão de novembro de 1900 na casa do Coronel Francisco Schmidt, encarregadas de reconstruir a igreja matriz de São Sebastião, que havia ruído pouco antes da chegada de Pietro na cidade. Concluída ao que parece em 21 de março de 1909, Pietro já aparece nela filiado, visto que o registro de casamento de seus filhos passa a constar logo em seguida da inauguração em seus primeiros livros de registro. Uma das filhas de Pietro, Irma, se casou em 17 de fevereiro de 1912 na supracitada Paróquia com o italiano Mario Rinaldini de Arezzo, um dos investidores e gerentes da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, assim como casou Olga em 11 de fevereiro de 1915 com Nazzareno Matricardi, outro investidor. Ambas acompanharam os maridos em suas verdadeiras procissões pelo trabalho, e não residiram em Ribeirão Preto, Olga, inclusive, pôde ser encontrada em diversas cidades onde teve seus filhos: Guariba, Guarantã e Promissão. O ramo mais promissor desta Olga, no entanto, parece ter se estabelecido em Santo André após tantas idas e vindas. Iole, a segunda filha mais velha de Pietro em linha, se casou com Luigi Fuzetto antes que os livros de registros fossem inaugurados na Matriz, e por vezes adotou o nome Violeta. Ademais, todos os filhos se casam nesta dita paróquia, com a exceção do homem mais velho, Enrico, que se casa em 14 de outubro de 1911 na Paróquia de Bonfim Paulista com Florinda de Bonaventura Amici, e que logo mudam para São Paulo. Dos três filhos homens de Pietro, do mais novo Manlio não se têm muitas notícias, ao mesmo que se aplica a filha mais velha Stella. O mais velho Enrico mudou-se para São Paulo com a esposa Florinda, onde seus descendentes viveram no Bairro do Bexiga e onde pareceu filiar-se ao clube de futebol Palestra Italia e o caçula Luigi Corsi nas cidades de Olímpia e Catanduva. O único que restou em Ribeirão Preto, por tanto, foi Pilade, que ficou destinado a suceder o pai quando falecesse. [1]

Ao centro, segurando flores, está o Rei Alberto I da Bélgica, e a sua esquerda em terno branco está o Marquês Pilade Corsi.

Pilade, que nasceu em 28 de agosto de 1889, se casou em 10 de outubro de 1913 na Matriz de São Sebastião – assim como a maioria de seus irmãos – com Maria de Pasquale Antonio Cella. Ele foi criado pelo pai, mas também por João Emboaba da Costa, que foi afeiçoado por todas as crianças desde muito pequenas. Juntamente com o Pai Pietro e este João Emboaba, participou da comitiva que recebeu o Rei da Bélgica, Alberto I, na cidade de Ribeirão Preto em 15 de outubro de 1920, herói da Guerra de 1914. Ele permaneceu por três dias na Fazenda Guatapará e havia chegado no dia 08 de outubro de 1920. No dia 10 de outubro o Rei visitou a cidade de Ribeirão Preto, quando percorreu vários pontos da cidade: campo do Comercial Futebol Clube onde assistiu uma partida entre o Comercial e o Juventus, e o Hotel Central – local hoje onde está o Teatro Pedro II – onde houve para ele uma breve recepção, que discursou o Prefeito João Guião. Uma das fotos da ocasião tiradas para o álbum de João Emboaba da Costa foi doada para a prefeitura de Ribeirão Preto, e, em outra, Pilade, que estava com 31 anos, aparece logo ao lado esquerdo do Rei Alberto I, em um terno branco. [8]

No ano seguinte, em 10 de maio de 1921, Pietro falece abruptamente, e Pilade ascende como 10º Marquês de San Pellegrinetto e 13º de Caiazzo, aos trinta e dois anos. [9] Foram filhos de Pietro a supramencionada Stella, nascida em 1885, Iole nascida em 01 de setembro de 1886, Enrico, nascido em 11 de novembro de 1887, Pilade, nascido em 28 de agosto de 1889 e destinado a sucedê-lo, Irma, nascida em 1891, Manlio, nascido em 22 de julho de 1892, Olga, em junho de 1896, a única a nascer na cidade de Genova, e o caçula Luigi, nascido em 11 de fevereiro de 1899 na cidade de Batatais.

Títulos e Honrarias[editar]

Títulos[editar]

  • 05 de outubro de 1891 - 10 de maio de 1921 - Marquês de San Pellegrinetto
  • 05 de outubro de 1891 - 10 de maio de 1921 - Marquês de Caiazzo

Honrarias[editar]

Ancestrais[editar]

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Marco Corsi
 
 
 
 
 
 
 
Giovanni III Corsi
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pellegrina Bertone
 
 
 
 
 
 
 
Arcangiolo Corsi
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Girolamo Francesco Fini
 
 
 
 
 
 
 
Maria Domenica Fini
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Marianna Cappello
 
 
 
 
 
 
 
Angiolo Corsi
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Benedetto Panciatichi
 
 
 
 
 
 
 
Jacopo Panciatichi
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Giovanna Bordoni
 
 
 
 
 
 
 
Giuditta Panciatichi
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Lorenzo Evangelisti
 
 
 
 
 
 
 
Mattea Evangelisti
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Maria Antonia Giraldi
 
 
 
 
 
 
 
Pietro Corsi
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Antonio Giovannini
 
 
 
 
 
 
 
Costanzo Giovannini
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Violante Carli
 
 
 
 
 
 
 
Antonio Giovannini
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vincenzio Maria Capponi
 
 
 
 
 
 
 
Francesca Capponi
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Lucrezia Maria Anna Niccolini
 
 
 
 
 
 
 
Maria Anna Carolina Giovannini
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Francesco de' Ricci
 
 
 
 
 
 
 
Giovanni Battista de' Ricci
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Anna de' Ricci
 
 
 
 
 
 
 
Francesca de' Ricci
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Stefano Federighi
 
 
 
 
 
 
 
Bartolommea Federighi
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Anna de' Ricci
 
 
 
 
 
 

Referências

  1. 1,0 1,1 Corsi 2022, p. 629-632.
  2. palermo.mobilita.org (25 de outubro de 2018). «Quando a Palermo si costruivano le automobili» (em italiano) 
  3. reportagesicilia.blogspot.com (6 de outubro de 2012). «APIS ED AUDAX, LA BREVE ILLUSIONE DELL'AUTO A PALERMO» (em italiano) 
  4. Corsi 2022, p. 633-634.
  5. Corsi 2022, p. 621-623.
  6. Corsi 2022, p. 623-627.
  7. Corsi 2022, p. 627-628.
  8. Corsi 2022, p. 632-634.
  9. Corsi 2022, p. 634-638.
  10. Padiglione 1915, p. 5.
  11. Gilmore 1958, p. 1.

Bibliografia[editar]

Fontes primárias[editar]

  • Gillmore, Inez Haynes (1958). Dear Olga (em inglês). Scituate: [s.n.] 

Ligações Internas e Externas[editar]

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